sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Café

Café frio encima da mesa
E cigarros para a sobremesa
Hoje não acendi nenhum
Sem filtro, eles matam, um a um...

Esta noite me lembrei de você
Perdi a fome decidi não comer
E fazer do meu corpo uma metrópole
Respirando todo o ar/aço sujo, dessa cidade...

Mas primeiro preciso terminar esse café
Que amargo (não coado) desse frio aos lábios
E de olhos fechados parece a tua boca
Que me lembra o gosto do teu beijo, tártaro amargo
Asfalto.

E dá lágrima doce que rolou, viajou e caiu...
Quente.



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